Saúde e território são temas abordados durante curso básico em saúde em São Bernardo do Campo (SP)

Equipe Comunicação Programa de Justiça Econômica

Assim como Mércia, vários dos participantes tiveram um contato maior com o tema “Saúde e Território”, o primeiro dos quatro módulos a serem realizados na região do Alvarenga ao longo de um ano. O tema de hoje contou com as assessorias da socióloga Rosilene Wansetto, da rede Jubileu Sul Brasil, e do professor e assessor do Instituto Polis, Jorge Kayano. Como público estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, conselheiros de saúde, sindicalistas, acadêmicos, metalúrgicos, estudantes, agentes de pastorais e lideranças de bairro.

A coordenadora local, Valda Leite, deu as boas-vindas aos cursistas e o coordenador geral do projeto, Luiz Bassegio, falou sobre os objetivos e a importância do projeto que visa empoderar, através do conhecimento, as populações mais vulneráveis sobre acesso à informação no que diz respeito aos direitos básicos, sobretudo à saúde pública, o SUS. Também foi exibido o vídeo “Direitos Sociais e Saúde” que apresenta a trajetória do projeto nas localidades onde se realiza: Natal (RN), Alvarenga (SBC-SP) e Cantinho do Céu (Grajaú-SP).

Depois de uma mística, Rosilene Wansetto apresentou alguns conceitos sobre território, do ponto de vista jurídico, político e espaço de construção social. Na sequência, divididos em grupos, os participantes identificaram em seus bairros, os serviços existentes de atendimento à saúde e as carências. A assessora destacou a falta de acessibilidade, diferenças de investimentos nos bairros de ricos e pobres e falta de saneamento básico nos bairros mais carentes, que acarretam maiores problemas.

O assessor Jorge Kayano continuou a formação com o tema território e saúde, destacando que as politicas públicas sempre foram voltadas para classe dominante, isto porque, médicos, deputados, e outros profissionais e autoridades não provêm das categorias excluídas e, sim, das classes mais abastadas. Como exemplo, ele citou a localização dos hospitais privados que se concentram onde está o mercado. Apontando contradições, ele acrescentou: se por um lado o artigo 196 da Constituição Federal garante a saúde como um direito e um dever do estado, por outro lado o artigo 199 da mesma Constituição permite a comercialização da saúde.

Plenária e encaminhamentos

Com uma participação bem ativa, os/as alunos foram bem presentes no debate e, no coletivo, decidiram alguns encaminhamentos. Alguns deles foram: Realização de um ato público no próximo dia 19, em SBC, exigindo a reabertura de seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que foram fechadas; Realização de uma Audiência Pública na Câmara Municipal por volta do dia 28 de outubro; Contato com AMA (Associação dos Metalúrgicos Aposentados), convidados a se envolverem na defesa do Direito à Saúde e ao SUS; Incidir junto aos sindicatos dos metalúrgicos para que assuma a pauta do Direito à Saúde e a defesa do SUS; Lutar pelo saneamento básico nos bairros mais vulneráveis.

O projeto

O projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política é cofinanciado pela União Europeia e tem apoio da Agência Católica de Desenvolvimento da Inglaterra e País de Gales (Cafod). É executado pelo Programa Justiça Econômica, do qual fazem parte o Grito dos/as Excluídos/as Continental, Pastoral Social, Pastoral da Saúde, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, contando com o apoio da rede Jubileu Sul Brasil. O principal propósito deste projeto é, através de formação e incidência política, garantir melhor acesso e informação sobre o sistema de saúde pública do Brasil para populações vulneráveis.

Para saber mais: www.direitosociais.org.br | Facebook: Programa Justiça Econômica
Emails: coord.direitosesaude@gmail.com | comunica.direitosesaude@gmail.com

O conteúdo deste material é de responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica, não podendo, em caso algum, dizer que representa a opinião da União Europeia.

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