Projeto participa das atividades da V Romaria Nacional da Pastoral da Saúde em Aparecida, São Paulo

Equipe Comunicação Programa de Justiça Econômica

A Pastoral da Saúde da Regional 1 realizou no último dia 13 de fevereiro a formação “As Pastorais de Saúde e os Direitos Sociais”. A atividade aconteceu dentro da programação da V Romaria Nacional da Pastoral da Saúde, no Santuário de Aparecida, em São Paulo. Segundo dados da organização, a Romaria reuniu mais de 3 mil agentes de pastoral. Já à missa, compareceram 20 mil pessoas na Basílica.

Logo após a missa, agentes pastorais de vários lugares se dirigiram ao auditório Noé Satilo. Mais de mil pessoas participaram da parte formativa. A mesa de abertura – formada por Dom Roberto Francisco; Alex Costa, da Pastoral da Saúde Nacional; Sebastião Venâncio, da Pastoral de Saúde Estadual de São Paulo; padre João Carlos, coordenador da Arquidiocese de São Paulo; e Ana Regina, secretaria da Pastoral da Saúde – fez uma saudação e cada um ressaltou a importância de que as e os agentes se mantenham informados e parabenizaram toda a atuação da Pastoral da Saúde, que completa 30 anos de muito trabalho.

O padre Anísio Baldessin, assessor da Pastoral da Saúde, iniciou sua palestra intitulada “Pastoral Social: De onde partimos, onde estamos e para onde vamos”. Tratou-se de um momento de reflexão sobre o caminho traçado pela Pastoral até agora e apontando quais serão suas perspectivas diante de uma nova realidade, bem diferente de quando começou a história da PS.

“Fazendo um histórico da PS, a gente pode dizer que houve uma época em que a pessoa, o ser humano, era o culpado por estar doente. A doença era vista mais do ponto vista teológico do que do ponto de vista médico. Assim, a função da Pastoral, então, era fazer a pessoa se reconciliar com Deus e morrer em paz”, contextualizou Baldessin.

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Com um tempo, continuou, viu-se que não bastava somente fazer o atendimento ao enfermo. “Fomos vendo que tudo envolvia um aspecto bem mais amplo, com vários elementos que faziam e fazem parte da realidade e do cotidiano das pessoas que adoecem e em que contexto isto acontece”, completou. Baldessin acrescentou que é preciso saber os desafios que movem a Pastoral nos dias de hoje. Para isso citou o método “ver, julgar e agir”, que deve acontecer dentro de ações planejadas.

No intervalo, um momento de animação fez o público levantar e participar ativamente. As cantoras mirins, Luiane Bassegio e Luiza Udovic, executaram várias canções que foram acompanhadas em uma só voz por todos que lotaram o auditório.

Na sequência, Luiz Bassegio, coordenador geral do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política, voltou aos temas da palestra e se ateve ao debate sobre saúde como direito cidadão. Destacou a importância de lutarmos cada vez mais pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com o empoderamento do povo, é possível fazer o controle e fiscalização desse que é considerado o melhor sistema de saúde do mundo.

“Temos que ter claro em todos nossos espaços de atuação que saúde não é um favor. Às vezes isso é passado para a gente como se fosse um favor. É um favor construir uma UBS [Unidade Básica de Saúde], é um favor que tenha médicos, um favor ser bem atendido. Mas temos que ter essa certeza de que saúde jamais será um favor, é um direito, um direito dos mais importantes e básicos que temos. É, portanto, dever do Estado”, afirmou.

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