Natal – “Temos que construir melhores dias para a saúde do nosso país”, afirma Roberval Lima, durante formação

Equipe Comunicação Programa de Justiça Econômica

A carta, lida pelo coordenador local do projeto, Nilton Minora, ressaltou o retrocesso histórico que sofrerá o país caso a reforma seja aprovada e conclama a todos/as fiéis a se posicionarem tanto em suas comunidades, bairros, como nas igrejas e paróquias. Esta leitura encontrou um público atento à cada palavra e já ciente do papel que o povo precisa exercer. A aluna Renata Santos afirmou seu compromisso, acrescentando a aprovação que permite a terceirização no mercado de trabalho – um claro retrocesso trabalhista. “Como agentes da Pastoral, como Igreja, temos essa obrigação, a de levar informação para os que ainda não sabem o que está acontecendo no nosso país”, falou.

Representando o Conselho Municipal de Saúde, Ari Santos, também chamou para a importância de momentos e espaços onde as pessoas possam ter informações concretas e apostar na formação e multiplicação desses dados para além do curso. “Mais do que nunca é preciso unir essa corrente. Unir as bases, os movimentos, os povos. Todos estamos sendo ameaçados em nossos direitos mais básicos, no trabalho, na previdência, na saúde. Não podemos perder nenhum direito”, disse.

Os temas “Direitos Humanos e Seguridade Social” provocaram discussões, houve momento para dúvidas e questionamentos. Muitos também puderam se posicionar. Elitânia Fortes, também aluna, disse que os dois assuntos se entrelaçam e “na conjuntura atual, os dois temas chegaram em boa hora”. O assessor convidado para tratar dos assuntos foi o professor Roberval Lima, que vem acompanhando as formações desde o início do projeto. Carismático, ele falou sobre o surgimento dos direitos humanos no mundo e a importância destes para todos os povos. Em nossa atual conjuntura política, ele chamou atenção para os riscos de perdemos direitos históricos, conquistados com muita luta.

“É preciso que tenhamos essa visão social, política e cidadã. Temos que construir melhores dias para a saúde do nosso país”, disse Roberval para seguir em frente apresentando vídeos e respondendo aos questionamentos dos/as alunos/as do curso. “Todos nós, homens e mulheres, temos liberdade e direitos, independente de raça ou classe social. Temos nossos direitos protegidos por lei. Agora, é preciso olhar pra história. Quando a gente não olha para a história corre o risco de cometer os mesmos erros. E não estamos em tempos propícios para cometer erros”, afirmou.

Na parte de Seguridade Social, Roberval se ateve ao tema da Previdência Social, em constante discussão no país. Afinal, o que está acontecendo, porque estão propondo reformas? A quem interessa estas reformas? De acordo com o professor, num país dito democrático, nenhuma possível aprovação poderia passar sem uma discussão, debate ou consulta junto à população ou as partes representativas das categorias organizadas. “Algum sindicato foi chamado para debater a reforma do Ensino Médio? Alguma organização foi chamada para discutir a Reforma da Previdência?”, provocou.

“Existe um jogo muito bem articulado e as pedras estão sendo movidas e lançadas. Ou a gente mexe nesse tabuleiro ou a gente vai fica assistindo o desfecho desse jogo. Diante disso, qual é o nosso caminho? O da mobilização, da base, dos movimentos sociais, dos sindicatos, do povo. Temos que sair do ‘parlamentarismo’”, afirmou, se referindo às reformas e o papel dos brasileiros e brasileiras que serão mais atingidos.

No auditório do Centro de Pastoral Dom Heitor de Araújo Sales, onde ocorreu a atividade, os alunos e alunos aproveitaram para tirar dúvidas para saber o quê, na prática, poderá mudar caso a reforma seja aprovada. Foram passadas as informações sobre alteração do tempo mínimo de contribuição de 49 anos, a igualdade de idade para homens e mulheres (mulheres terão que trabalhar cinco anos a mais para podem se aposentar), entre outros. Roberval explicou ainda que o argumento utilizado pelo governo de que há um rombo na previdência precisa ser averiguado. Daí a importância de uma auditoria nas contas da previdência. “Se houver mesmo este rombo, não é a população o que deve pagar”, falou.

Perguntada sobre o que achou do conteúdo do curso, a aluna Ivoneide Maia afirmou que os módulos têm ajudado a esclarecer muito sobre assuntos que antes os agentes não tinham acesso. “O curso me ajuda muito. De acordo com o momento que estamos vivendo no país, a gente teve bastante informações, deu para esclarecer bem. E é importante a gente saber passar para outras pessoas. Aprendemos que é preciso fazer a diferença para defender nossos direitos”.

Padre Francisco Lima, Assistente Eclesial dos Hospitais e representante da Pastoral da Saúde de Natal, por fim, disse que cada um e cada uma ali presente deveria sair com o compromisso de repassar para os vizinhos, nas conversas em grupos, nos espaços de trabalho, a mensagem deixada pala formação. “Hoje em dia informação é um bem importante. E este projeto vem contribuir muito com isso. Então é obrigação e compromisso de quem está aqui presente replicar o que foi ouvido com base em argumentos fundamentados. Este é o caminho fraterno que temos que trilhar”, afirmou o padre.

Para mais informações:coord.direitosesaude@gmail.com | Whatsapp: (85) 99619.2566 (Rogéria Araújo) | Facebook: Programa Justiça Econômica | www.direitosociais.org.br

“O conteúdo deste documento é da responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica, não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição da União Europeia”

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