Fiocruz debate futuro do sistema de saúde brasileiro

Bel Levy, Equipe Brasil Saúde Amanhã

O seminário Brasil Saúde Amanhã: horizontes para os próximos 20 anos será realizado dias 17 e 18 de setembro no auditório do Museu da Vida, com transmissão on-line em tempo real. A rede Brasil Saúde Amanhã é fruto de parceria da Fiocruz com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), o Ministério da Saúde e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“Ao prospectar cenários para o futuro do país e do setor Saúde é possível acompanhar e transformar tendências, indicadores e realidades. Não se trata apenas de criar imagens de futuro, mas de auxiliar a gestão estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS) e definir diretrizes e recomendações para a conquista de um cenário de futuro desejável para o país”, apresenta o pesquisador José Carvalho de Noronha, coordenador executivo da rede Brasil Saúde Amanhã. Ele explica que o estudo propõe três cenários para os próximos 20 anos: o otimista e possível; o pessimista e plausível; e o inercial e provável. “Os três cenários compõem termos de referência para a continuidade do trabalho de prospecção estratégica e estão organizados em torno de seis eixos temáticos: desenvolvimento e saúde; perfil demográfico; organização e gestão do sistema de saúde; financiamento da Saúde; força de trabalho; e Complexo Econômico e Industrial da Saúde”, aponta Noronha.

O ministro da Saúde Arthur Chioro reforça a importância da prospecção estratégica do futuro: “Há um princípio do planejamento que diz: planeje sempre antes. Tomar decisões a partir dos imperativos da realidade, açodado pelas emergências, muitas vezes é necessário, mas não é o melhor caminho. O melhor caminho é construir cenários e olhar para o cenário mais pessimista, para que possamos superá-lo; para o cenário mais realista, para perceber o que queremos preservar e o que não podemos manter; e para o cenário mais otimista, para termos uma imagem objetiva para seguir com obstinação. O amanhã não está dado e depende de nosso protagonismo a cada momento. Por isso eu parabenizo o esforço da Fiocruz e da rede Brasil Saúde Amanhã em dar esta contribuição não apenas para o SUS, mas para o Brasil”, defende Chioro.

Programação

O seminário Brasil Saúde Amanhã: horizontes para os próximos 20 anos contará com a presença do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, do coordenador executivo da rede Brasil Saúde Amanhã, José Carvalho de Noronha, e dos demais pesquisadores envolvidos nesta iniciativa de prospecção estratégica do futuro, inovadora no país. O evento terá início dia 17 de setembro, quinta-feira, às 10h. O debate será organizado em torno dos painéis “Saúde: Equidade, Acesso e Regionalização”; “Desenvolvimento, Políticas Sociais e Saúde”; e “Cenários Epidemiológicos, Territórios e Força de Trabalho em Saúde”.

O primeiro painel, que será realizado na quinta-feira, 17, de 10h às 14h, debaterá o acesso e o uso dos serviços de saúde, as redes e os arranjos federativos para o sistema de saúde, os segmentos institucionais da Gestão em Saúde; e a inovação tecnológica nos serviços de saúde. Na sexta-feira, 18, a programação tem início às 9h com o painel “Desenvolvimento, Políticas Sociais e Saúde”, que abordará quatro eixos temáticos: Horizontes de Desenvolvimento, Desenvolvimento e Saúde, Comportamento Fiscal e Financiamento das Políticas Públicas e da Saúde e Gestão Pública no Brasil para as próximas décadas. Por fim, o painel “Cenários Epidemiológicos, Territórios e Força de Trabalho em Saúde” trará para discussão a prospecção do cenário epidemiológico brasileiro para as próximas duas décadas, a centralidade dos espaços em saúde e a força de trabalho em saúde.

“Por meio da rede Brasil Saúde Amanhã a Fiocruz concretiza a sua missão em atuar como instituição estratégica para a Saúde, contribuindo diretamente com o desenvolvimento do Estado Brasileiro. Seguimos com este desafio e com o compromisso de construir um sistema de saúde público, gratuito, universal e de qualidade, capaz de atender com excelência e equidade as demandas da população brasileira”, garante o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

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