Dom Leonardo Steiner participa de lançamento da revista “Direitos Sociais e Saúde”

Equipe Comunicação Programa de Justiça Econômica

Dom Leonardo Steiner participa de lançamento da revista “Direitos Sociais e Saúde”

Durante o lançamento da revista “Direitos Sociais e Saúde” – A experiência das pastorais e movimentos sociais na XV Conferência Nacional de Saúde Dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se ateve a três pontos básicos: na importância da articulação em torno de uma causa comum, na Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, e na importância de veículos como a revista para servir de motivação e subsídios para os e as agentes da Pastoral da Saúde.

A revista foi lançada em 30 de março de 2016, dentro da programação do Seminário de Redes em Defesa da Saúde e dos Direitos Sociais, na Cáritas Brasileira, em Brasília. Contou com duas mesas temáticas – uma sobre ajuste fiscal e outra mais voltada para a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 – que resultaram num programa síntese que servirá de guia e encaminhamentos para seguir adiante.

A publicação é uma iniciativa do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política que é realizado no Brasil em São Bernardo do Campo e Grajaú (SP) e em Natal (RN). É executado pelo Programa Justiça Econômica, do qual fazem parte o Grito dos/Excluídos/as Continental, as Pastorais Sociais, a Pastoral da Saúde, a Comissão Brasileira da Justiça e da Paz e a rede Jubileu Sul Brasil. O projeto é cofinanciado pela União Europeia, com apoio da Agência Católica para Cooperação Internacional da Inglaterra e País de Gales (Cafod) e parceria com a rede Jubileu Sul Brasil.

Durante o lançamento, Steiner fez menções a outras articulações em torno da saúde e destacou que – embora não se consiga aprovar tudo no Congresso, a mobilização é um elemento forte e motivador para agregar as lutas. “Creio que foi uma mobilização muito importante naquilo que estamos ouvindo neste seminário, dos nossos, expositores, na tentativa de despertarmos para responsabilidade do Estado. Não nos sentimos Estado”, disse. Mas adiante, falou que esta luta deve ser o pano de fundo da Pastoral da Saúde. “A nossa Pastoral tem a ver com a pessoa concreta, mas tem a ver também com mudanças concretas”, complementou.

Quando se referiu à Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, ele disse que não imaginava o alcance e a repercussão que o tema ganharia – assunto também levantado anteriormente pela pastora Romi Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. Segundo Dom Leonardo, a repercussão do tema foi além das expectativas, com vários artigos e matérias nos jornais abordando o tema do saneamento básico, mesmo que a CFE não fosse mencionada diretamente. “A Campanha vem despertando a discussão, a reflexão”, falou.

Tomando como exemplo a revista, que reúne todas as ações das pastorais, movimentos e redes durante a XV Conferência Nacional de Saúde, ocorrida em dezembro de 2015, Dom Leonardo sugeriu que a Pastoral da Saúde também pudesse ter um veículo que se servisse de subsídio para os/as agentes da Pastoral da Saúde. Afirmou que com subsídios se sentem mais animados e entusiasmados, ao mesmo tempo em que vão abrindo o horizonte para a questão da saúde.

“[Assim] Não é uma mera visita, mas vai se perceber que tem a ver com toda uma estrutura social, de um engajamento por mudanças, dentro de uma questão de saúde, que tem a ver com tantos elementos, com o saneamento básico, com água potável e assim por diante”, exemplificou.

Pedido

O secretário geral da CNBB aproveitou o momento para fazer um pedido, em nome da presidência da CNBB: que a Pastoral da Saúde se organize e se articule em torno da luta de combate ao mosquito Aedes aegypti. Acrescentou que muitos organismos dos governos e do Grupo de Médicos Católicos têm procurado a Conferência para que se engaje na luta contra o mosquito, afim de deter as enfermidades causados pelos vetores.

Citando o palestrante Gabriel Shültz, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, também presente na mesa sobre saneamento básico), Dom Leonardo falou sobre a importância da territorialização para combater o mosquito que causa a dengue e as outras doenças como zika vírus e chicungunya.

“A Proposta dos Médicos Católicos é justamente essa. Então se conseguíssemos nos organizar, como Pastoral da Saúde, fazer visitas não apenas nos bairros, mas em quadras… Existem experiências impressionantes em que não há mais mosquitos porque se fez o trabalho porta a porta. Acho que essa é uma responsabilidade nossa. Nós, como Pastoral da Saúde, podemos dar uma grande ajuda”, afirmou.

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