Crise hídrica – Promotoria coleta relatos no Cantinho do Céu para possível abertura de ações civis públicas contra o Estado

Equipe Comunicação Programa de Justiça Econômica

Falta de tratamento de esgoto e saneamento básico, adoção de sobretaxas, rodízio feito às ocultas, racionamento implícito, redução da pressão nas regiões mais carentes, dificuldade de acesso ao monitoramento da qualidade de água, riscos à saúde. Esses foram só alguns dos problemas relatados para a Promotoria Comunitária Itinerante que foi até a comunidade Cantinho do Céu, no Grajaú (SP), ouvir as demandas locais decorrentes de problemas hídricos. A sessão itinerante ocorreu neste último domingo, dia 24 de janeiro, na Paróquia São Carlos Borromeu, e é uma parceria do Projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e da Promotoria Comunitária Itinerante.

O objetivo desta ação é coletar relatos e denúncias sobre o impacto da falta de água na vida dos moradores do Cantinho do Céu afim de que se constatem provas de violação ao direito básico à água para, assim, abrir inquéritos e ações civis públicas, levando em consideração que o tratamento e o abastecimento de água são serviços públicos essenciais e que os órgãos públicos são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes e seguros para os cidadãos.

Logo após a missa, a população do Cantinho do Céu começou a chegar nas instalações montadas na paróquia. Fernanda Dolce, coordenadora da Promotoria, juntamente com sua equipe, logo iniciou o trabalho, que foi acompanhado pela equipe do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política, através do coordenador local, Seiti Takahama e do padre Osvair Cavalheiro. A participação da comunidade também foi muito expressiva no envolvimento da ação.

De acordo com os relatos dos/as moradores/as do Cantinho do Céu ficou claro o quanto é importante discutir sobre o tema da água e de como isto afeta a saúde das populações menos assistidas, na medida em que gera riscos à saúde e o Sistema Único de Saúde precisa ser utilizado. “São impactos negativos às comunidades como a garantia do fornecimento de serviços públicos essenciais à população, mais vulnerável já que, na crise ambiental, os mais prejudicados são os mais pobres, com a sobretaxa e a exposição a doenças pela água contaminada”, afirmou Seiti Takahama.

Numa das denúncias, alguns moradores afirmaram que chegam a passar mais de 16 horas sem água. Os moradores reclamaram também de comprar água e pagar pelo consumo de ar, por conta da redução da pressão de água nas tubulações, que é registrado pelo relógio do hidrômetro como água, mas na verdade é ar.

A atividade envolveu cerca de 122 pessoas. Depois da sessão, foi acordado que todas o relatos e denúncias serão averiguados e devidamente encaminhados. “Iniciaremos com esse trabalho de acionar a Sabesp e montaremos um encontro mensal com os moradores do Cantinho do Céu para discutir os problemas sociais e ver como encaminhá-los para resoluções. O projeto irá acompanhar e trabalhar junto com a Promotoria que, por sua vez, acompanhará de perto nossas dificuldades”, explicou Takahama.

Para mais informações: www.direitososociais.org.br
Assessoria: Rogéria Araujo (85) 98683.8141 | WhatsApp 85.99813.4966
e-mails: coord.direitosesaude@gmail.com comunica.direitosesaude@gmail.com

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