Conversa sobre questão de gênero é realizada no Cantinho do Céu, no Grajaú (SP)

Rogéria Araujo

O objetivo da oficina foi debater os problemas relativos ao gênero e refletir sobre as questões que envolvem a desigualdade de gênero. Por que afinal, homens e mulheres ainda são tratados de forma diferenciada em vários espaços e ambientes? E quando se trata de orientação sexual, por que este tema desperta, às vezes, certo incômodo se todos temos os direitos iguais garantidos por lei?

A professora Vivian Veigas explicou que gênero é a forma como alguém se percebe e se apresenta independentemente de sua orientação sexual, ou seja, de sua forma de ser. “O mais importante é o respeito pelo outro, independentemente da opção sexual de cada um, da opção política ou religiosa”, falou.

Veigas apresentou uma pesquisa sobre como os professores abordam o tema da sexualidade e se abordam na escola. Desde 1985 o Conselho Federal de medicina estabeleceu que a homossexualidade não é doença. “O termo correto é homossexualidade e não homossexualismo porque ‘ismo’ tem a ver com preconceito”, disse. Segundo sua pesquisa, mais de 50% de pessoas já presenciou atos descriminatórios por questões de identidade de gênero.

Para a assessora, estamos vivendo uma época de extrema intolerância religiosa e política. “As pessoas têm uma enorme dificuldade de aceitar o diferente”. Se a pessoa pensa diferente tem que ser combatida, completou ela, expressando o que muitas vezes o senso comum estimula.

Conjuntura

Na segunda parte da oficina, o coordenador local, Seiti Takahama, falou sobre o problema da terceirização e os problemas que vão atingir a classe trabalhadora, caso a luta popular não consiga reverter os vários golpes que estão em curso no país, sendo sancionados por um governo que não foi eleito pelo povo. Ele fez referência à reforma trabalhista, que aprovou a terceirização no mercado de trabalho. Por fim, Luiz Bassegio, coordenador geral do projeto, alertou sobre o risco iminente da aprovação da Reforma da Previdência, e da necessidade de continuar com a luta nas ruas para impedi-la. Destacou o quanto estas reformas vão afetar as mulheres que levarão mais tempo para terem direito à aposentadoria, por exemplo. Falou, ainda, sobre a importância de pressionar os deputados e senadores para que não aprovem tal reforma, mostrando que os que votarem contra os direitos do povo, não se reelegerão no futuro.

O Projeto

O projeto é cofinanciado pela União Europeia e tem apoio da CAFOD (Agência Católica para a Cooperação Internacional de Inglaterra e país de Gales). O projeto será implementado no Brasil nos próximos três anos por quatro entidades parceiras do Programa Justiça Econômica: Grito dos Excluídos Continental, as Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil (CNBB), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e a Pastoral da Saúde Nacional. Conta com a parceira da rede Jubileu Sul Brasil.

Para mais informações:coord.direitosesaude@gmail.com | Whatsapp: (85) 99619.2566 (Rogéria Araújo) | Facebook: Programa Justiça Econômica | www.direitosociais.org.br

“O conteúdo deste documento é da responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica, não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição da União Europeia”

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