Audiência e Marcha marcam Virada Social em Defesa do SUS e Seguridade Social em Brasília

Rogéria Araujo

Logo no dia 5, a sala Florestan Fernandes da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal foi cenário para uma discussão técnica importante sobre a atual conjuntura brasileira e como isto pode afetar o Sistema Único da Saúde e demais direitos básicos garantidos na Constituição Federal. Presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), a mesa contou com representantes do Cebes, Abrasco, parlamentares que atuam em favor da saúde pública, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

À tarde, a Câmara dos Deputados sediou o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do SUS, que tem como objetivo unir as demandas dos movimentos e a força do legislativo para que não hajam mais retrocessos no campo da saúde. De acordo com Sebastião Venâncio, a atual conjuntura do Brasil pede união e força nas lutas comuns. “Todas estas atividades culminam para um fim maior que é a defesa dos direitos sociais para o povo. Estamos aqui para somar essa luta”, disse o assessor político do projeto Direitos Sociais e Saúde e do coordenador da Pastoral da Saúde da Regional Sul 1, São Paulo”, afirmou Venâncio.

Marcha

Catedral de Brasília. 6 de julho. Às 10h, o ponto de concentração escolhido pela organização do evento começou a abrigar os primeiros militantes e movimentos que iam chegando. Entre uma palavra de animação e outra, a multidão foi se formando e dando volume à Marcha que – conforme dados da organização – chegou a levar 5 mil pessoas para as ruas.

Nas faixas, cartazes e camisas estavam estampadas as reivindicações que reafirmavam a saúde como um direito que não pode ser retirado da população brasileira, sob nenhum argumento ou conjuntura política. “Saúde não é mercadoria”, “Taxação das grandes fortunas”, “O SUS é nosso”, “Saúde é dever do Estado”. Assim, com paradas em Ministérios Estratégicos como o da Fazenda e o da Saúde, a Marcha foi dando seu recado.

Mostrou que, mesmo em conjuntura adversa, as forças vão sempre se unir para defender o público. Reforçando o lema da caminhada: Nenhum Direito a Menos!
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O projeto*

Cofinanciado pela União Europeia e com apoio da CAFOD (Agência Católica para a Cooperação Internacional de Inglaterra e país de Gales), o projeto é implementado no Brasil por quatro entidades parceiras do Programa Justiça Econômica: Grito dos/as Excluídos/as Continental, as Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil (CNBB), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e a Pastoral da Saúde Nacional. Tem parceria da rede Jubileu Sul Brasil.

“O conteúdo deste documento é da responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica, não podendo, em caso algum, considerar-se que reflete a posição da União Europeia”

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