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Viva o SUS – Projeto entrega certificados a agentes da Pastoral da Saúde que concluíram curso básico em saúde

“Conhecimento é fundamental. E aprendemos como está na nossa Constituição. Se hoje eu for numa unidade médica e levar um ‘não’, eu vou perguntar o porquê, não vou sair calada”. A fala é de Alerte Moura, agente da Pastoral da Saúde e aluna do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política, que teve seu encerramento na última sexta, dia 27, com a entrega de certificados na Escola Legislativa Wilma de Farias, na Câmara Municipal de Natal.

A fala de Arlete reflete bem os objetivos do Curso Básico em Saúde, centrado na terceira dimensão da Pastoral da Saúde, a política institucional, que é empoderar cidadãos e cidadãs sobre direitos básicos, sobretudo os de saúde, com o objetivo de qualificar a atuação do/da agente a exigir e defender seus direitos e dos enfermos de forma justa e correta.

Luiz Bassegio, coordenador nacional do projeto, falou que ao longo dos três anos que o projeto esteve em Natal foram muitos os resultados. “Nosso objetivo é, através da informação, do conhecimento, tornar o agente mais preparado para atuar nesta terceira dimensão. Mas isso só foi possível graças à vontade do grupo de Natal, que nunca deixou de participar das atividades. Por isso, somos muito gratos”, disse.

O vereador e médico Franklin Capistrano, um dos convidados para compor a mesa, também reforçou a terceira dimensão da Pastoral da Saúde, afirmando que não pode ser deixada de lado, pois o agente tem um papel fundamental nessa esfera. “Fico muito feliz que projetos como este despertem para isso e feliz pela persistência dos agentes em levar adiante o que foi repassado”, afirmou.

Também acompanhando o projeto desde o início em Natal, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Fernando Lucena, ressaltou que o controle social depende da participação popular. “Sem esse controle, sem essa fiscalização, nós não avançaremos. Nós, da Comissão, fazemos nossa parte, mas quando a população se junta tudo toma uma dimensão maior. É isso que temos que fazer: colocar em prática o que é nosso direito”, falou.

Em Natal, o projeto acontece em bairros da Zona Norte como Parque das Dunas, Parque dos Coqueiros, Jardim Progresso, Nossa Senhora da Apresentação. São localidades onde havia áreas descobertas, sem assistência médica pública. As formações sobre funcionamento do Sistema Único de Saúde, o papel do conselheiro/a de saúde, o poder do controle social feito com participação popular foram alguns dos temas que auxiliaram na formação dos agentes da Pastoral.

De acordo com Elitânia Fortes, os/as agentes que participaram do projeto têm uma missão muito importante que é passar as informações para frente e também de continuarem se informando, aprofundando mais os conhecimentos que foram adquiridos. “Somos muito gratos a este projeto, nos trouxe informações muito valiosas. Temos compromisso de fazer tudo isso valer a pena. E isso já está acontecendo. Temos agentes da Pastoral que são conselheiros e conselheiras, com certeza farão diferença”, disse.

Assim, também, Alerte Moura afirmou que tudo foi aprendido conforme estabelece a Constituição, ou seja, são leis que estão para fazer valer os direitos do povo brasileiro. “Esse conhecimento é fundamental. Nós estamos com a informação correta. Estamos exigindo nossos direitos”, disse.

Nilton Minora, coordenador local do projeto em Natal, fez um panorama do projeto e sua atuação nos núcleos também de São Paulo, apontando os avanços, conquistas e mudanças que o projeto trouxe para a vida das pessoas, em seus bairros e suas comunidades. “Este projeto uniu forças. É um exemplo de que com formação é possível mudar a realidade para melhor. É preciso pensar que é apenas uma semente. Foram três anos, mas três anos muito intensos e proveitosos”.

Ao final os convidados da mesa e do público – Roberval Pinheiro e Magnólia Figueiredo – foram chamados para fazer a entrega dos certificados. A solenidade foi encerrada com o desejo coletivo, dito na frase: “Viva o SUS!”.

O projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência é cofinanciado pela União Europeia e tem apoio da Cafod. É executado no Brasil pelo Programa Justiça Econômica, do qual fazem parte o Grito dos/as Excluídos/as Continental, Pastoral da Saúde Nacional, Pastorais Sociais, Comissão Brasileira Justiça e Paz e rede Jubileu Sul Brasil.

O conteúdo deste material é de responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica não podendo, em caso algum, dizer que representa a opinião da União Europeia.

Última modificação: 30 de Abril de 2018 às 09:17
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