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“O SUS nasceu da sociedade brasileira”, afirma assessor José Alexandre, durante formação em São Bernardo (SP)

“O SUS nasceu dos movimentos sociais e da sociedade brasileira, e chegou ao Estado. Não foi dado pelo Estado, mas foi uma conquista popular”. Assim o médico José Alexandre, da Associação Paulista de Saúde Pública, abriu o módulo do Curso Básico em Saúde que tratou, no último dia 3 de fevereiro, sobre a importância do Sistema Único de Saúde e o papel do/a conselheiro/a de saúde. A atividade aconteceu no Pampas Palace Hotel para os cursistas de São Bernardo do Campo que fazem parte do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política.

O assessor fez um histórico sobre o SUS a partir da Reforma Sanitária, que não se reduz apenas ao SUS, mas sim, entendida como uma reforma social. Analisando a conjuntura atual, disse que o atual congelamento dos gastos públicos, não é conjuntural e sim estrutural. Ao falar que o SUS foi uma conquista do povo brasileiro, Alexandre aproveitou para lembrar quem são os verdadeiros defensores do SUS e os principais “inimigos”, citando empresário da saúde, como os donos dos planos de saúde, por exemplo.

O assessor criticou o modelo orçamentário adotado no Estado, de como são destinados os recursos do orçamento da união. De acordo com ele, dos 3, 6 trilhões de reais do orçamento, 1,9 trilhões são destinado para dívida pública, enquanto que para a seguridade social apenas um trilhão. Os juros consomem 450 bilhões e para a saúde vão somente 111 bilhões.

O momento também colocou a saúde num patamar mais amplo, uma vez que saúde envolve vários aspectos da vida como a moradia, alimentação, transporte, saneamento, salários dignos, ambientes saudáveis. Destacou que ainda são realizados mais procedimentos clínicos do que ações de prevenções e atenção básica, quando deveria ser justamente o inverso.

Encaminhamentos

Em seguida os/as participantes debateram sobre o que foi repassado na formação e, em seguida, formularam alguns encaminhamentos que vão de encontra à defesa do SUS. Um deles é que no dia 10 de fevereiro, haverá um bloco de Carnaval, onde uma ala será dedicada à defesa da saúde pública, divulgando as propostas do projeto Direitos Sociais e Saúde. O bloco sairá no bairro Independência, em São Bernardo do Campo. Já no dia 5 de abril será realizada uma Audiência Pública e nos dias 21 e 22 de abril acontecem os dois cursos aprofundados que fazem parte do quadro de formação do projeto.

O quarto módulo contou com a presença do coordenador geral do projeto, Luiz Bassegio, e da coordenadora local, Valda Leite. O curso é voltado para lideranças comunitárias, representantes sindicais, conselheiros/as de saúde e defensores da saúde pública em geral.

O projeto

O projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política é cofinanciado pela União Europeia e tem apoio da Agência Católica de Desenvolvimento da Inglaterra e País de Gales (Cafod). É executado pelo Programa Justiça Econômica, do qual fazem parte o Grito dos/as Excluídos/as Continental, Pastoral Social, Pastoral da Saúde, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, contando com o apoio da rede Jubileu Sul Brasil. O principal propósito deste projeto é, através de formação e incidência política, garantir melhor acesso e informação sobre o sistema de saúde pública do Brasil para populações vulneráveis.

Para mais informações:
Rogéria Araujo (85) 99619.2566 (Whats) |www.direitosociais.org.br | Facebook: Programa Justiça Econômica

O conteúdo deste material é de responsabilidade exclusiva do Programa Justiça Econômica, não podendo, em caso algum, dizer que representa a opinião da União Europeia

Última modificação: 6 de Fevereiro de 2018 às 08:43
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