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NOTA - Não podemos calar diante do grito dos oprimidos e violentados de cada dia

O Grito dos Excluídos Continental vem a público para manifestar completa solidariedade com a família, amigos e professores da jovem estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, morta a tiros, durante um confronte, entre policiais e traficantes, na quinta feira 30/03/2017, enquanto se encontrava dentro de sua instituição de ensino na localidade de Acari, em circunstâncias ainda não esclarecidas mas que refletem de forma cruel a escalada de violência que se abate sobre as comunidades de baixa renda no Estado do Rio, submetidas historicamente a duras condições de vida e onde o descaso dos serviços públicos, junto com a atual crise econômica, agravam ainda mais o quadro de violência social e institucional que reproduz as desigualdades e naturaliza uma 'guerra’ alimentada desde os círculos de interesses e poder, cujo fogo cruzado se cobra cada vez mais vidas inocentes.

Grito dos Excluídos Continental – Por Trabalho, Justiça e Vida

Nota de solidariedade pelo assassinato de Maria Eduarda Alves

Não podemos calar diante do grito dos oprimidos e violentados de cada dia

O Grito dos Excluídos Continental vem a público para manifestar completa solidariedade com a família, amigos e professores da jovem estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, morta a tiros, durante um confronte, entre policiais e traficantes, na quinta feira 30/03/2017, enquanto se encontrava dentro de sua instituição de ensino na localidade de Acari, em circunstâncias ainda não esclarecidas mas que refletem de forma cruel a escalada de violência que se abate sobre as comunidades de baixa renda no Estado do Rio, submetidas historicamente a duras condições de vida e onde o descaso dos serviços públicos, junto com a atual crise econômica, agravam ainda mais o quadro de violência social e institucional que reproduz as desigualdades e naturaliza uma 'guerra’ alimentada desde os círculos de interesses e poder, cujo fogo cruzado se cobra cada vez mais vidas inocentes.

Não podemos calar diante do grito dos oprimidos e violentados de cada dia. Maria Eduarda era uma estudante exemplar, cujo esforço de superação junto com seus colegas e professores estava rendendo sucesso para ela, para sua família e para sua instituição, alimentando sonhos e despertando a vontade de ir além na vida, demonstrando que apesar do descaso com as comunidades, a humanidade e a coragem de luta das pessoas que as compõem são para valer. Sua morte nos choca a todos e todas que lutamos por justiça social no Brasil, pela superação da miséria que alimenta o tráfico de drogas, de armas e pessoas e engrossa a bolsa da 'boa sociedade’ que mira com desdém o que acontece nas localidades mais pobres e esquecidas, onde a execução de Maria Eduarda não apenas atingiu ela, mas o coração de todos seus entes queridos e de toda uma comunidade, estarrecida por mais um caso que virará estatística para o poder cego e indiferente do Estado de sítio em que o Rio de Janeiro se transformou.

O Grito dos Excluídos Continental, como entidade que luta por trabalho, justiça e vida há mais de 20 anos no Brasil e na América Latina, condena essa execução sumária no coração de nossa juventude e exige do poder público uma resposta eficaz, levando as investigações sobre o crime até suas últimas consequências, mas, fundamentalmente, reconhecendo que não é com violência como o atual estado de coisas irá mudar, mas com justiça social, serviços públicos para todos e todas, trabalho, acesso a oportunidades e o pleno respeito aos direitos humanos das grandes maiorias hoje excluídas de uma vida digna, não apenas no Estado do Rio de Janeiro, mas no Brasil inteiro.

Não mais Marias Eduardas assassinadas! Exigimos uma investigação profunda do caso e seguiremos denunciando a nível nacional e internacional o genocídio que sofre a população pobre e negra em todo Brasil.

Rio Grande do Sul, 03 de abril de 2017.
Coordenação Continental do Grito dos Excluídos/as

(imagem: Pavel Eguez)

Última modificação: 24 de Abril de 2017 às 17:20
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