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Grajaú – Reabetura da AMA Myrna é fruto da participação popular

Hoje, dia 25 de agosto, moradores, conselheiros/as de saúde e usuários/as do Sistema Único de Saúde comemoraram a reabertura da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Myra, na Zona Sul da cidade de São Paulo, na região do Grajaú. A AMA havia sido fechada dentro da proposta de reorganização da atenção básica de saúde implementada pela Secretaria de Saúde, mas suspensa pelo Ministério Público.

O projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política esteve à frente – junto com outras organizações e entidades – dos vários processos de mobilização que levaram o Ministério Público a suspender o plano inicial de reorganização da atenção básica da saúde que já estava sendo executado pela Secretaria de Saúde de São Paulo, sem consulta prévia da população.

Até maio deste ano, a Secretaria de Saúde já havia fechado 108 AMAs, prejudicando o atendimento de milhares de pessoas. Depois de audiências públicas e muita pressão popular, o Ministério Público decidiu que a proposta da Prefeitura de São Paulo fosse suspensa e que os postos de atendimento fossem reabertos.

“Foi um processo muito intenso, que exigiu muita união e mobilização, além da sensibilidade do Ministério Público. Fizemos muitas reuniões, acompanhamos e fiscalizamos cada passo que era dado com o objetivo de reabrir as AMAs e que a prefeitura acatasse um plano que tivesse a voz da população. Por isso, isso é uma vitória do povo”, afirmou Seiti Takahama, coordenador local do projeto no Grajaú e conselheiro municipal de saúde.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, o quadro médico e de pessoal já começou a ser recontratado e a AMA deve estar em pleno funcionamento no mês de setembro. Esta semana o órgão municipal anunciou a reabertura de 13 AMAs, a Myrna estava na lista.

Para Seiti Takahama, o momento é de fiscalização. “A participação popular é muito importante para que tudo seja feito da forma correta. Não queríamos que a AMA fosse apenas reaberta, mas que oferecesse também condições melhores no atendimento”, disse.

O projeto Direitos Sociais e Saúde foi executado até junho deste ano na comunidade do Cantinho do Céu, Grajaú; São Bernardo do Campo (SP), e em Natal (RN). O projeto teve cofinanciamento da União Europeia e Cafod e foi executado pelo Programa Justiça Econômica – formado pelo Grito dos/as Excluídos/as Continental, Pastorais Sociais, Pastoral da Saúde, Comissão Brasileira Justiça e Paz e rede Jubileu Sul Brasil.

Última modificação: 25 de Agosto de 2018 às 14:30
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