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CARTA XV SEMINÁRIO ESTADUAL DAS PASTORAIS SOCIAIS - REGIONAL SUL 1

Confira a carta do XV Seminário Estadual das Pastorais Sociais que aconteceu final de julho na cidade de Limeira, em São Paulo.

CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB
Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora

E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele (Mc 13,13). Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8,32).

A Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB – Regional SUL 1 -, nos dias 27, 28 e 29 de julho de 2018, na cidade de Limeira SP, realizou o XV Seminário Estadual das Pastorais Sociais do SUL 1. Tivemos a participação dos Coordenadores das Pastorais Sociais das Dioceses de SP, de 104 agentes de pastorais sociais, Padre Walter Merlugo Junior (assessor) e Dom João Inácio Müller (presidente da Comissão). Aprofundamos o tema “Medellín ontem e hoje, novas perspectivas pastorais”, com o teólogo Pe. José Marins.

Seguem partilha e compromisso. A Igreja deve ser evangelizadora e solidária com os pobres; suas atitudes e ações estejam coerentes com as exigências evangélicas, e voltadas às necessidades das pessoas impedidas de alcançar a plena dimensão da sua dignidade humana. Deve fazer face à esta situação com estruturas pastorais aptas, marcadas pelo sinal da organicidade e da unidade. As ações das pastorais sociais devem partir de uma planificação pastoral – sempre com base na análise da realidade -, na determinação das prioridades, na avaliação periódica das realizações, adotando postura crítica, de reflexão e denúncia, em relação aos mais fragilizados e indefesos, através do método „ver, julgar, agir, Avaliar e Celebrar‟.

É impossível a fé cristã sem compromisso. A missão é o anúncio da fé. A Igreja é para todos. Entretanto, deve ter na sua essência a prioridade pelos mais necessitados. Precisamos ser samaritanos nos dias de hoje, também! Como Igreja, precisamos rever a dimensão apostólica da participação dos leigos/as no processo de transformação, e do compromisso libertador-humanizador. O que tipifica o papel do leigo/a é seu compromisso com o mundo, assumindo tarefas de promoção humana.

Deve ser fomentada a espiritualidade própria do laicato, baseada na sua experiência de compromisso com o mundo. Ajudando-o a se entregar a Deus, entregando-se aos outros. Partindo do que Medellín ensina, vislumbramos os caminhos para não perder o contato com as realidades em que vivemos.

Portanto, as pastorais sociais devem assumir o papel de 1) bússola, que garante a fidelidade à meta; 2) de fermento, que transforma; 3) de luz, que elimina a insegurança das trevas; 4) de água, que se adapta a todas as realidades; 5) de semente, que promete nova vida; 6) de recém nascido, que inaugura nova humanidade; 7) de porção, que garante a fidelidade do todo no pequeno.

Considerando esses papeis como preponderantes, comprometemo-nos „a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos e irmãs em Cristo, leigas e leigos, religiosas e religiosos, diáconos e presbíteros, para que o nosso ministério constitua verdadeiro serviço’ (cfr. Pacto das catacumbas); assumimos o compromisso de apoiar o processo que restabelece o primeiro nível da Igreja, segundo a opção de Medellín 15,9-10. Ajude-nos, Deus, a sermos fieis e perseverantes.

Dom João Inácio Muller
Presidente da Comissão Pastoral

Padre Walter Merlugo Junior
Assessor Eclesiástico

Última modificação: 1 de Agosto de 2018 às 17:05
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